Encerrada a primeira semana da nova novela das 6 da Globo, “Cordel Encantado”, podemos afirmar: o público está embasbacado com tamanha grandiosidade da produção. Chegamos a nos perguntar se estaríamos vendo de fato uma novela, uma grandiosa minissérie ou uma mega produção do cinema internacional. Em raras vezes tivemos a oportunidade de acompanhar um produto tão bem acabado na televisão brasileira, com figurinos absurdamente ricos e belos, cenários tão deslumbrantes, direção de arte mais do que atenciosa e fotografia e direção excelentes.
Poderia se dizer que tudo isso não passa de uma “embalagem”. E aqui está o mais importante: o conteúdo de “Cordel Encantado” também é espetacular. A história, aparentemente absurda, de juntar reis e rainhas com o cangaço nordestino, tornou-se absolutamente apaixonante e envolvente. É o que se diz de uma trama “redondinha”. O texto das autoras, Thelma Guedes e Duca Rachid, que em outras oportunidades se mostrou um tanto quanto didático, mostrou-se muito agradável.
Aliado a isso, pudemos acompanhar um elenco mais do que afiado e que demonstra uma enorme empolgação em interpretar seus papéis. Entre os inúmeros destaques, aplausos especiais para os veteranos Marcos Caruso, Zezé Polessa e Osmar Prado, impagáveis. A vilã interpretada por Deborah Bloch também promete grandes momentos.
Os capítulos dessa primeira semana foram bastante movimentados. Os acontecimentos fluíram em uma velocidade até surpreendente. Provavelmente nos próximos dias esse ritmo irá diminuir, mas será uma oportunidade para curtimos com mais calma os maravilhosos personagens criados. Torcemos para que as autoras consigam manter o pique. Se assim fizerem, estaremos diante de umas das melhores novelas já feitas.
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